Sete bons métodos para usar a produção de conteúdo para mídia audiovisual

Introdução

1Mostra Goiás é uma marca de ações para a valorização das culturas locais do Estado de Goiás. A realização de documentários e exposições fotográficas fortalecem os laços comunitários e enfatizam a afetividade pelos lugares compartilhados. As obras midiáticas também nos ajudam a reinterpretar onde vivemos, assimilar ou abrir um diálogo com as culturas e diversidades que nos cercam. Assim, este programa de pesquisa e extensão de pós-doutorado, em conjunto com o Laboratório de Análise Instrumental da Comunicação da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB) e o Programa Avançado em Cultura Contemporânea (PACC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com desenvolvimento prático no Brasil na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). Em três anos, foram produzidos 87 documentários em celulares com qualidade suficiente para serem exibidos nas redes de televisão e nos circuitos de cinema de Goiânia, capital de Goiás. Todos os autores dos filmes nunca tiveram trabalhos anteriores exibidos em qualquer mídia estabelecida.

2Este programa de pesquisa-ação inicia-se com a perspicácia, vai com a aproximação e inserção de equipes criativas e de produção, seguindo-se o estabelecimento de fundamentos conceituais para a definição e realização dessas práticas junto à comunidade. Como descreve David Tripp, metodologia de ação-investigação é qualquer processo que segue um ciclo em que a oscilação sistemática melhora a formação entre atuar no campo da prática e investigá-lo. Planejamos, implementamos, descrevemos e avaliamos uma mudança para melhorar a prática, aprendendo mais no processo, tanto da prática quanto da própria pesquisa (Tripp, 2005:446).

3As experiências midiáticas aqui relatadas foram desenvolvidas com alunos do segundo ano de Jornalismo (ECOM) e Arqueologia (IGPA), e também com pessoas da comunidade geral de Goiânia (CAC). A veiculação pública desses vídeos é garantida pelas parcerias estabelecidas com a PUC TV Goiás, quinta maior emissora de televisão do Estado, e com os cinemas públicos Goiânia Ouro e Cine Cultura. Os espaços expositivos são cedidos gratuitamente aos alunos. Ao final do contrato, os alunos se comprometem a produzir material com qualidade técnica suficiente para ser veiculado. Além dos filmes, os alunos também criaram seis exposições fotográficas sobre as culturas goianas, disponíveis em facebook.com/mostragoias.

4Ao mesmo tempo, um documentário profissional – "Devils of Culture" – também foi desenvolvido em parceria com o jornalista catalão Albert March. O filme mostra como a identidade da cidade de Tarragona reverbera com Ball de Diables, um festival medieval catalão revivido desde os anos 1980 pela comunidade local. O documentário busca novos ângulos e abordagens técnicas para filmar e representar festivais tradicionais, como os cineastas que se juntam à multidão para documentar sons, ações, modas e costumes. "Devils of Culture" será exibido em festivais internacionais de cinema e conferências sobre mídia e antropologia. As produções de um piloto de televisão como versão do jornal da Arquidiocese de Goiânia também fazem parte deste programa de pesquisa e extensão; feito como trabalho de conclusão do bolsista, padre Warlen Reis. Os detalhes desses aspectos da pesquisa não são relatados aqui porque não foram produzidos apenas por meio de dispositivos móveis, mas serviram de base para a busca de novas formas de filmagem e autorrepresentação da cultura por meio da linguagem audiovisual.

5Os dispositivos móveis disponibilizados aos alunos são as ferramentas para a produção de conteúdos em vídeo. Esquemas conjuntos de captura de áudio e imagem foram desenvolvidos para alcançar um mínimo de qualidade técnica. Bem como processos específicos para estabelecer procedimentos e protocolos comuns – independentemente da formação ou experiência anterior dos participantes. Os resultados da produção demonstram que qualquer grupo de pessoas com um mínimo de trabalho sistemático pode desenvolver e difundir produtos em diferentes tipos de mídia, incluindo televisão tradicional, redes de cinemas ou qualquer outra possibilidade transmidiática disponível.

6Durante um semestre, os alunos pesquisam sobre a história e os preceitos básicos da fotografia, do cinema e da televisão. Também treinam e desenvolvem técnicas de criação de narrativas audiovisuais. Durante a pesquisa, são aplicados procedimentos e teorias do cinema. Já que, em consonância com Nichols, também consideramos que todo filme é em si um documentário: "alguns documentários fazem forte uso de práticas como roteiro, encenação, encenação, ensaio e performance que associamos à ficção. Da mesma forma, alguns filmes de ficção usam convenções que associamos à não-ficção: "como filmagem em locações, não-atores, câmeras de mão, improvisação, found footage (filmagem não filmada pelo cineasta), voz sobre comentários e iluminação natural" (Nichols, 2017: xi).

7Como observa Tripp, "a resolução de problemas, por exemplo, começa com a identificação do problema, o planejamento de uma solução, a implementação, o monitoramento e a avaliação de sua eficácia" (Tripp, 2005:446). Os alunos são incentivados a usar os métodos de produção e a gramática do cinema clássico de Hollywood para facilitar os esquemas de filmagem e produção de vídeo. Embora nunca tenham filmado ou editado, ao assistirem a filmes de Hollywood entre 1910 e 1920, os alunos percebem que qualquer pessoa segurando uma câmera também pode praticar esse estilo de filmagem. Na época, o esquema de filmagem era simples: poucos tipos de enquadramento e movimentos de câmera restritos aos deslocamentos à direita ou à esquerda. Na maioria das vezes, a câmera ficava parada.

Áudio+visual

8Ao estudar os fundamentos da linguagem audiovisual, os alunos sentem que também podem produzir filmes usando as mesmas técnicas de imagem que em breve se encaixarão com eficiência na edição – um recurso de montagem marcante desenvolvido por DW Griffith e outros diretores de cinema de sua época. Todas as filmagens são feitas com iluminação natural, buscando apenas o equilíbrio da luz no próprio dispositivo móvel. Não há registro com luz artificial ou estúdios de gravação na produção da Mostra Goiás. Os lugares onde vivem são os cenários de filmagem. A proposta é criar filmes com o mínimo de recurso técnico, mas eficiente e disponível para os alunos – telefones celulares. Cada grupo utiliza pelo menos dois dispositivos: um para captura de imagens e outro para gravação de som.

9Os aspectos "áudio" e "visual" são gerenciados de forma distinta durante a pesquisa. A escrita do roteiro e a busca pela trilha sonora conformam a parte do "áudio". Há uma tentativa de manter o texto o mais próximo possível dos idiomas e sotaques locais. As videoaulas também incluem conceitos e práticas básicas de fotografia, sempre com o objetivo de obter uma melhor qualidade de imagem para reforçar o aspecto "visual". Eles passam a entender a fotografia como uma linguagem e meio de representação, de acordo com as observações de Roger Scruton: "por sua própria natureza, a fotografia pode 'representar' apenas pela semelhança. que somos tentados a dizer que ela representa seu sujeito" (in Walden, 2010:151).

10Não necessariamente os alunos seguem padrões estabelecidos e indicados para gravações, mas são incentivados a gravar e buscar as melhores formas de contar e compartilhar histórias. Eles tomam novos caminhos e usam recursos móveis para capturar, escrever, editar e transmitir conteúdo audiovisual. Possuem recursos técnicos e passam a utilizar protocolos básicos dos processos tradicionais de produção de mídia. Alguns até criam seus estilos de filmagem e edição. A liberdade de usar uma "linguagem pessoal" nos vídeos ajuda a valorizar e registrar sotaques, histórias pessoais, memórias e afetos pelos lugares e pelo tempo em que compartilham suas vidas.

O 11Cinema criou novas dimensões para o imaginário e a convivência humana. Promoveu estilos de vida, culturas e costumes ao transmitir uma grande variedade de filmes em salas lotadas já na década de 1920. Ganhou som, foi transmutado em televisão e se multiplicou milhões de vezes com os tipos de apresentação e interatividade dos ambientes digitais atuais. Os discursos e imaginários dos políticos no início do século XX baseavam-se no audiovisual e na capacidade do rádio de entrar e ocupar lugares em diferentes pontos geográficos simultaneamente.

12Logo veio a televisão com sua linguagem, métodos e processos – com alto custo de produção. Havia o recurso, já era possível gravar sons e imagens, criar ambiências, difundir culturas e discursos – mas poucos tinham meios econômicos e técnicos para produzir filmes e programas de TV ou mesmo manter uma sala de cinema nem uma emissora de rádio ou televisão. A comunicação midiática dependia de estruturas grandes e caras, geralmente ligadas ao poder político. Mas com redes móveis, recursos de compressão de hardware e desempenho crescente, outras funções foram atribuídas ao telefone: fotografar, filmar, reproduzir e transmitir todos os tipos de dados. Tornou-se a televisão pessoal, um cinema de bolso, um contato direto com tudo e todos em qualquer lugar. A interconexão instantânea com outros locais tornou-se um processo trivial e barato. Transmitir vídeo ao vivo até mesmo dos momentos mais banais da vida passou a fazer parte do consumo diário e da distribuição dos primórdios da mídia.

Percepção e Participação

13Estamos em meio a uma cultura participativa onde os espectadores da mídia não são mais passivos como Henry Jenkins observa: de nós compreende plenamente" (2006:3). Essas mudanças também trazem oportunidades para explorar outros territórios de significação, aprendizagem, contribuição e diálogo. O desenvolvimento de habilidades midiáticas auxilia na compreensão de processos, fluxos, significados e características culturais nos ambientes comunicacionais. As ações da Mostra Goiás são pensadas em consonância com as afirmações de Bauer (2011), Ferrés e Piscitelli (2012) sobre o desenvolvimento de competências midiáticas. Discutindo o valor público da alfabetização midiática, Thomas Bauer a percebe como "pensada como uma especificação de um quadro geral de competências comunicativas e culturais para ganhar capital social" (Bauer, 2011: 17).

14Uma forma narrativa de mídia, especialmente a comunicação audiovisual, também faz parte de uma relação temporal integrada à sociedade criando uma nova percepção espaço-temporal e participação da contemporaneidade. Como Linda K. Fuller (2016: 12) argumenta, "a mídia participativa, que se baseia em teorias e práticas de desenvolvimento, mudança social e idealismo, depende da tomada de decisão pela população pretendida – oferecendo uma abertura com potencial ilimitado para expressão(ões) política(s)."

15Celulares "engoliram" antenas, redações, frotas de veículos, geolocalizadores e todo tipo de sensores e redes. No ambiente digital, somos seres humanos repletos de recursos e truques "mágicos" como os personagens dos desenhos animados. Vivemos a "mediação de tudo" – como afirma Sonia Livingstone (2009:2): "num mundo fortemente mediado, não se pode analisar a relação entre política e meio ambiente, ou sociedade e família sem reconhecer também a importância da mídia – todas essas esferas e suas interseções se tornaram mediadas". Consequentemente, Stig Hjarvard conceituou a midiatização da cultura e da sociedade: "o objetivo é considerar se e como as mudanças estruturais entre a mídia e as várias instituições sociais ou fenômenos culturais influenciam a imaginação, os relacionamentos e as interações humanas" (Hjavard 2013:3 ). Neste contexto, este programa procura capacitar os alunos para lidar com as linguagens mediáticas e com as novas dinâmicas sociais, culturais, políticas e territoriais.

16As pessoas que não dominam as linguagens do audiovisual e/ou da fotografia estão em desvantagem em relação aos que são "fluentes" em foto ou vídeo. As mídias digitais permeiam as ações de interagir, interpretar ou realizar o cotidiano. Viver requer algumas das habilidades dos meios e territórios digitais para lidar com a família, amigos, colegas de trabalho, sistemas financeiros e governanças. Estas competências nem sempre são equiparadas ou mesmo assimiladas, nem os acessos a telemóveis e redes móveis de dados são democratizados na maioria dos países – segundo estatísticas da UIT. No entanto, a cultura digital já marcou uma mudança significativa na comunicação e na interculturalidade e nas percepções da mídia como meio de mudanças sociais e políticas.

Grupos de afinidade

17Outra característica dessa pesquisa-ação é a organização das atividades por temas e grupos de afinidade. Por equipes de quatro alunos, eles pesquisam e produzem vídeos sobre culturas tradicionais como Catira, Congada, Folia de Reis e comidas locais, dialetos, moda, arquitetura, música e outras formas de arte e cultura. Para a pesquisa em produção de vídeo, os alunos precisam buscar informações sobre as comunidades, artistas ou manifestações culturais do local onde vivem. A afinidade e empatia pelas culturas locais ou tradicionais determinam a aprovação dos temas propostos para os vídeos.

18James Paul Gee (2003) estuda grupos de afinidade para explicar fenômenos de jogadores de videogame que se unem no entendimento e nas disputas. Gee discorda do que alguns autores chamam de "comunidades de práticas" porque para ele os grupos de afinidade possuem "desafios comuns" que se organizam em "processos inteiros", e assim os membros participam com "conhecimentos extensivos" porque precisam se integrar em processos dessas "desafios comuns. Além disso, Delabastita (1989:196) afirma que "diferentemente da comunicação por meio de livros, rádio, telefone ou linguagem de sinais, a comunicação audiovisual implica que tanto o canal acústico por meio da vibração do ar quanto o canal visual por meio de ondas de luz sejam utilizados simultaneamente".

19Os alunos foram orientados a utilizar a gramática do cinema clássico: enquadramento básico (planos próximos, médios e longos) e movimentos de câmera suaves. Como David Bordwell (2013: 158) atribui, a narração de Hollywood demarca suas cenas por critérios neoclássicos – unidade de tempo (duração contínua ou consistentemente intermitente), espaço (um local definível) e ação (uma fase distinta de causa-efeito). Os limites da sequência serão marcados por algumas pontuações padronizadas (dissolver, wipe, fade, sound bridge). Ao padronizar o procedimento de tomadas e movimentos de câmera, os alunos conseguiram obter qualidade suficiente para apresentar o material na TV, teatro e redes sociais.

20Quando um grupo de alunos aprova o conteúdo para apresentação nas grades de cinema e televisão locais, eles também provam para si mesmos que podem entrar na engrenagem midiática estabelecida com material audiovisual feito com celulares. Algo possibilitado a partir da observação da simplicidade dos métodos de montagem, distribuição e exibição da indústria cinematográfica clássica.

21Como exemplos, temos a família que conta em "Memórias do Biscoito Cascudo" a história de um grande biscoito de venda no centro de Goiânia nas décadas de 1950 e 1960; ou como as famílias colombianas de artistas de rua vivem e interagem em Goiânia. Há ainda a família que abre a casa para mostrar como todos se unem para fazer a pamonha, prato típico da região. As pessoas e situações são apresentadas com um olhar mais interessado e identificado com algumas informações sobre os bairros onde vivem os "repórteres/cineasta". As diversidades artísticas, arquitetônicas, culturais e sexuais do Estado de Goiás são retratadas nos vídeos. Assim, há visibilidade para os povos das culturas urbanas, religiões, festas tradicionais e muitos outros aspectos das culturas goianas como rap, hip-hop, queer, rock, street dance, teatro, graffiti e assim por diante.

Conclusão

22Os primeiros vídeos experimentais foram apresentados no Cinema Goiânia Ouro. Estando em exibição no circuito de cinema local, os vídeos também foram listados na seção cultural da imprensa local. Além de milhares de acessos nas redes sociais, as ações dos alunos também geraram reportagens espontâneas na imprensa tradicional. Somente em 2014, foram 4,1m2 de ligações nos principais jornais do estado de Goiás, e mais de trezentos minutos com o somatório de entrevistas e vídeos apresentados em emissoras de televisão de todo o estado. Um exemplo que pode ser aplicado em escolas de todos os níveis, pois já é feito como programa de pesquisa e extensão formando qualquer pessoa que queira participar de aulas abertas na Coordenação de Arte e Cultura (CAC/Proex) da PUC Goiás.

23Jacques deLisle (2016:77) chama ações como essas de "empoderamento das novas mídias" e as classifica de duas maneiras: primeiro, como uma orientação de mídia social que disseca a estrutura social e as relações sociais atuais, e que está em processo de mudança de estrutura de poder da sociedade. Em segundo lugar, o empoderamento da nova mídia pode ser visto como socialização da mídia que está no curso da reconstrução das relações sociais e das estruturas sociais. Como observa Belinha S. De Abreu (2014:189), “no laboratório, o especialista em mídia digital pode apoiar o pensamento crítico em torno do uso da mídia e da cidadania digital enquanto trabalha com conteúdo alinhado à sala de aula para impulsionar produções relevantes projetadas para ensinar habilidades digitais”.

24Ao apresentar seus trabalhos em salas de cinema e televisão, os alunos entendem que podem explorar outros tipos de escopos e consolidar outros públicos combinando o uso de redes sociais online e outros softwares. Todo o material fica armazenado no canal youtube.com/mostragoias para que possa ser compartilhado nas diversas mídias de participação social online. Por meio da universidade, os vídeos também são catalogados na biblioteca e servem de suporte para pesquisas sobre as culturas goianas. A pesquisa dos alunos sobre as culturas locais e tradicionais rende um material pedagógico que em breve poderá ser utilizado por outros alunos. A publicação na internet também proporciona a quem mora em outros estados ou países a comodidade de conhecer a cultura goiana por meio de vídeos. Como lembra Elodie Roy, “uma vez que uma informação se torna universalmente salva e capturada de forma externa, ela deixa de ser propriedade privada e experimentada subjetivamente” (Roy, 2016: 180).

25Este programa de pesquisa e extensão baseia-se nos conceitos de competência midiática para a formação de alunos com diferentes conhecimentos e formações. Os resultados desta pesquisa-ação também servem de modelo para outras parcerias entre governos, empresas e universidades para a promoção de culturas locais e/ou tradicionais. Esta proposta visa colaborar com o enriquecimento da oferta noticiosa, buscar formas de aproximação e vivência do público por meio da produção e exibição de filmes; criar registros históricos, diálogos e mobilização em ambientes sociais, físicos ou virtuais. Este programa de pesquisa e extensão de pós-doutorado foi realizado sob a orientação de Ilana Strozenberg (PACC/UFRJ.br) e Ángel Rodríguez Bravo (Laicom/UAB.es), com quem pude observar a consonância e ações com outras pesquisas e práticas no Rio de Janeiro e Barcelona. É também fruto de um desafio pessoal de aplicar na academia e na comunidade algo da experiência de 18 anos dedicada a projetos de televisão e internet no Brasil e na Espanha. Uma semente para a ampliação dos processos de criação e difusão das culturas locais, fazendo uso de mídias para reforço positivo e abordagens mais afetivas em relação às culturas e espaços de convivência – físicos ou imateriais.

Quando você tem quase todas as perguntas sobre onde, bem como dicas sobre como trabalhar com produção de conteúdo para mídias digitais, você será capaz de e-mail do site.

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